Curiosidades sobre a raríssima lagosta azul

Especialistas calculam que as chances de encontrar o crustáceo na cor azul são de uma em dois milhões

Especialistas calculam que as chances de encontrar o crustáceo na cor azul são de uma em dois milhões

Animais albinos ou de cores diferentes do que a espécie apresenta acontecem com pouca frequência na natureza e geralmente chamam bastante a atenção quando são encontrados. É o caso da lagosta azul, extremamente rara e especial.

1. Cores e probabilidades
Especialistas calculam que as chances de encontrar o crustáceo na cor azul são de uma em dois milhões, aproximadamente, já que normalmente são encontradas nas cores marrom, vermelho escuro ou verde escuro. Há também registros ainda mais raros de lagostas com duas cores ao mesmo tempo — marrom e azul, por exemplo —, e até amarelas. A probabilidade de encontrar a versão nessa cor é ainda menor — cerca de uma em 30 milhões — e a versão bicolor é ainda mais difícil, girando em torno de uma em 50 milhões. Mas sortudos mesmo foram pescadores britânicos que encontram a lagosta albina, ou cristal, em 2011. A chance disso acontecer novamente é de uma em 100 milhões aproximadamente.

2. Por que azul?
A cor azul, tão diferenciada do marrom e vermelho escuro mais comum entre as lagostas, acontece devido a uma anomalia genética. Essa diferença no indivíduo faz com que uma determinada proteína, responsável pela coloração do exoesqueleto, seja produzida em excesso, criando o tom azul.

3. Azul é a cor mais perigosa?
Apesar da cor chamar a atenção na natureza e possivelmente gerar uma exposição maior a predadores, entre os humanos tem gerado o efeito contrário. Quando as pessoas percebem que há uma versão azulada entre as lagostas de um restaurante por exemplo, tendem a salvá-la. É o que aconteceu em julho de 2020 em Ohio, nos EUA. Um funcionário da rede Red Lobster encontrou uma lagosta azul em meio às demais e a poupou. Ela agora mora em um zoológico e se chama Clawde, em homenagem ao mascote do restaurante.

4. Onde estão?
Para encontrar a rara lagosta azul, o melhor é visitar a costa atlântica da América do Norte e da Europa. Lá as espécies encontradas são as Homarus americanus e a Homarus gammarus, respectivamente. Mas as lagostas azuis também vivem em outras partes do mundo, como a Austrália, e até mesmo em algumas áreas de água doce. No Brasil, pescadores registraram em foto a pesca de um lagostim azul em Maragogi (AL), em 2019, algo que surpreendeu a comunidade científica da região.

Lagostim azul também foi encontrado na costa brasileira. (Fonte: José Valdemar de Oliveira / Maragogi News) Lagostim azul também foi encontrado na costa brasileira. (Fonte: José Valdemar de Oliveira / Maragogi News) 5. Da prisão aos restaurantes de luxo Apesar dos cientistas afirmarem que não há diferenças genéticas entre lagostas azuis e lagostas normais, a raridade as torna mais especiais e caras também.

Mas essa nem sempre foi a realidade desses crustáceos. Na Europa vitoriana, as pessoas acreditavam que a lagosta era comida de camponês e até a usavam como fertilizante. Nos EUA, servir lagostas aos prisioneiros era considerado um tratamento cruel, até que o governo aprovou leis que proibiam as prisões de servir a iguaria aos presos.

Fonte: megacurioso Fotos: Divulgação

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