Cobra píton amarela - Curiosidades e tudo sobre a serpente

Com uma aparência e tamanho impressionantes a píton birmanesa, mais conhecida como píton amarela ou albina, é uma espécie de cobra constritora nativa do Sudeste Asiático


A cobra píton amarela ou albina tem sofrido com o tráfico de animais e esgotamento do seu habitat, além de serem vítimas de maus tratos.

Com uma aparência e tamanho impressionantes a píton birmanesa, mais conhecida como píton amarela ou albina, é uma espécie de cobra constritora nativa do Sudeste Asiático. Na natureza, elas geralmente crescem até 8 m de comprimento, mas em cativeiro podem ser ainda mais longas.

Essas cobras vivem em áreas tropicais e subtropicais, geralmente em árvores e muitas vezes perto da água e parecem ser uma espécie semi-aquática.

As pítons birmanesas são geralmente cobras de cor escura com muitas manchas marrons com bordas pretas nas costas. A variação Albino é considerada uma mutação de cor e está crescendo em popularidade entre os entusiatas de cobras.

Confira mais sobre suas características, hábitos e incidentes registrados com esses animais, neste artigo!

A píton amarela é um dos 6 maiores tipos de cobras do mundo
impressionantes a píton birmanesa, mais conhecida como píton amarela ou albina, é uma espécie de cobra constritora nativa do Sudeste Asiático
Como um dos 6 maiores tipos de cobras do mundo, as pítons birmanesas podem pesar até 90 kg e crescer até 8 m de comprimento. As maiores pítons são sempre do sexo feminino.

Os machos e as fêmeas se distinguem por características externas. Nos machos, as esporas anais de cada lado da cloaca são muito mais desenvolvidas do que nas fêmeas.

O corpo da cobra e seus órgãos são longos e finos. As cobras geralmente têm apenas um pulmão fino, no entanto, as pítons têm dois, um dos quais é consideravelmente menor que o outro. Além disso, elas não têm pálpebras. No entanto, possuem uma membrana epidérmica fina e protetora que cobre os olhos.

As cobras albinas podem ser brancas ou amarela com machas em sua extensão. Por outro lado, a forma amelanística de cor mais clara desta cobra é especialmente popular no mundo.

Ao contrário da crença popular, a píton birmanesa amelanística não é uma forma albina da píton birmanesa. Amelanístico significa falta de melanina, que é o pigmento preto, enquanto o albinismo ocorre por causa de uma mutação genética.

A píton birmanesa não é venenosa

Pítons são constritores, portanto não têm presas; em vez disso, elas têm dentes voltados para trás e não são venenosas. Essas pítons são carnívoras e se alimentam de aves e mamíferos.

Elas são frequentemente vistas perto do habitat humano por causa do grande número de ratos, camundongos e outros animais nocivos. Espécimes excepcionalmente grandes podem atacar porcos, cabras, veados e jacarés, contudo, elas dificilmente atacam seres humanos.

A cobra usa seus dentes afiados voltados para trás para agarrar sua presa, então envolve seu corpo em torno da presa, ao mesmo tempo contraindo seus músculos, matando a presa por constrição.

Embora as pítons normalmente tenham medo de pessoas devido à sua alta estatura e geralmente as evitem, ainda é necessário um cuidado especial ao manuseá-las.

As fêmeas colocam 12 a 48 ovos

As pítons birmanesas se reproduzem no início dos meses de primavera. As fêmeas colocam 12 a 48 ovos na primavera. Depois de colocar os ovos, eles os reúnem e se enrolam em torno deles para incubar.

Eles ficarão enrolados em torno dos ovos até que eclodam. A píton birmanesa fêmea é a única cobra que pode aumentar sua própria temperatura corporal. Enquanto mantêm os ovos aquecidos, os músculos tremerão e esses movimentos ajudam a fêmea a aumentar a temperatura ao redor dos ovos.

Elas nunca vão deixar os ovos para comer. Uma vez que os filhotes nascem, eles devem aprender a existir sozinhos e se defenderem sozinhos. Eles geralmente permanecem dentro do ovo até que estejam prontos para completar sua primeira troca de pele, após o que caçam para sua primeira refeição.

4 incidentes recentes envolvendo pítons amarelas no Brasil e no mundo

Em junho de 2021, uma cobra píton albina de mais de 2 metros foi capturada dentro de uma casa no Setor Aeroporto Sul, em Aparecida de Goiânia. O resgate foi feito pelo Corpo de Bombeiros.

Segundo os militares, a dona da casa estava no quintal quando viu a cobra e acionou a corporação. O biólogo ainda explicou que todas as serpentes possuem veneno, mas nem todas conseguem injetar nas presas, como é o caso da píton albina.

O animal foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais (Cetas) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), onde recebeu cuidados e um destino apropriado.

Em julho do mesmo ano, também na mesma cidade goiana, um homem foi indiciado, após aparecer com uma cobra píton amarela de mais de 2 metros em uma piscina durante uma festa.

O responsável pelo animal não apresentou certificação de exportação, segundo a polícia. Além disso, ele também a manteve em uma piscina junto a várias pessoas, o que poderia ter causado um acidente e configura maus-tratos.

Na ocasião, a Polícia Civil informou que a píton ficaria em um zoológico, por não ter condições de retornar ao meio ambiente, e por ser uma espécie rara.

No dia 14 de fevereiro, um homem foi preso em flagrante por agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), da Polícia Cilvil, em sua casa, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, por ter uma cobra píton amarela.

O réptil, que não é nativo do Brasil, é considerado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) como animal silvestre exótico. O criador foi liberado após pagamento de fiança e deve responder pelo crime de criação de animais silvestres exóticos.

Ainda neste mês, uma aeronave da companhia AirAsia teve que fazer um pouso de emergência, depois que passageiros flagraram uma píton albina rastejando na parte superior do avião. Aliás, a companhia aérea confirmou o incidente.

O voo doméstico saiu de Kuala Lumpur em direção a Tawau em 10 de fevereiro, quando vários passageiros perceberam que havia uma cobra a bordo da aeronave.

Com o “passageiro surpresa” a bordo, o voo fez um pouso de emergência. O avião foi redirecionado para a cidade de Kuching.

No mercado clandestino, uma píton adulta custa cerca de R$ 15 mil
Com uma aparência e tamanho impressionantes a píton birmanesa, mais conhecida como píton amarela ou albina, é uma espécie de cobra constritora nativa do Sudeste Asiático
No mercado clandestino, um filhote de píton amarela chega a valer R$ 3 mil; já um adulto, que pode atingir 10 metros e 80 quilos, custa cerca de R$ 15 mil.

Quase um milhão de cobras ameaçadas de extinção circulam legalmente no mercado internacional a cada ano, em média. Todavia, isso é apenas a ponta do iceberg em comparação com o número total de cobras vivas e mortas vítimas de tráfico ilegal ao redor do mundo, de acordo com pesquisadores e outros especialistas.

O comércio não apenas coloca muitas espécies de cobras em risco, mas também representa um perigo potencial para a saúde humana e até ecossistemas inteiros.

Nesse sentido, por causa de seu tamanho, as cobras pítons amarelas representam um risco para os criadores e os animais domésticos. Além disso, as pítons amarelas também podem ser um predador devastador, impactando significativamente as populações de animais nativos.

Por fim, além do risco de um ataque inesperado, possuir animais importados ilegalmente, ou seus descendentes, é um crime ambiental e está sujeito a pena de seis meses a um ano de prisão, além de multa.

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Fonte: segredos do mundo Fotos: Divulgação

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