Tudo que você precisa saber sobre Megalodon o maior tubarão do mundo

O filme Megatubarão, lançado em 2018, deixou a galera de cabelo em pé. Será que as profundezas oceânicas abrigam seres que pensamos estar extintos?


O megalodon ou megalodonte (o Carcharodon megalodon) foi uma espécie gigante de tubarão pré-histórico que viveu entre o Mioceno, há cerca de 23 milhões de anos, e o Plioceno, há mais ou menos 2,6 milhões de anos. A espécie humana, surgida há aproximadamente 200 mil anos, estava longe de dar as caras quando o gigantesco megalodon era o rei dos mares.

O nome megalodon tem origem nas palavras gregas megás, que significa grande, e odon, que significa "dente". Portanto, ao pé da letra, megalodon nada mais é do que "dente grande". E, de fato, seus dentes podiam chegar a mais de 17 centímetros de comprimento. Com um dente desse tamanho, não admira que ele tenha sido o maior predador marinho que já existiu.
O filme Megatubarão, lançado em 2018, deixou a galera de cabelo em pé. Será que as profundezas oceânicas abrigam seres que pensamos estar extintos?
O tamanho do bicho

E quando falamos em gigantesco, não estamos de brincadeira: o bicho podia chegar a assustadores 18 metros de comprimento, deixando o tubarão branco no chinelo!

Já imaginou estar tomando um banho de mar e dar de frente com esse monstro?
O filme Megatubarão, lançado em 2018, deixou a galera de cabelo em pé. Será que as profundezas oceânicas abrigam seres que pensamos estar extintos?
O megalodon comparado com as feras marinhas da atualidade.

A imagem acima ilustra bem o que estamos querendo dizer. O tubarão que aparece na cor roxa, o Rhincodon typus, é o tubarão-baleia, o maior peixe do mundo. Ele pode chegar a 15 metros de comprimento. Já o Carcharodon carcharius, o temido tubarão-branco, pode medir entre 3,5 e 7 metros. Nada que se compare aos 18 metros do maior tubarão de todos os tempos!

Afinal: o megalodon ainda existe?

O filme Megatubarão, lançado em 2018, deixou a galera de cabelo em pé. Será que as profundezas oceânicas abrigam seres que pensamos estar extintos? Será que o megalodon, que os cientistas julgam ter desaparecido há mais de 2 milhões de anos, vive escondido do ser humano em zonas abissais do vasto oceano?

A resposta é não. O megalodon é uma espécie extinta, tal como o T-Rex e o tigre da Tasmânia. E tudo o que sabemos sobre ele depende de estudos minuciosos feitos através de fósseis de indivíduos da espécie ou de peixes que foram mordidos por esse enorme predador.
O filme Megatubarão, lançado em 2018, deixou a galera de cabelo em pé. Será que as profundezas oceânicas abrigam seres que pensamos estar extintos?
Dente de megalodon ao lado de dois dentes de tubarão-branco. Como o maior tubarão do mundo foi extinto? Cientistas concordam que o que provocou a extinção do megalodon há 2,6 milhões de anos foi a escassez de comida. Em outras palavras: os antigos gigantes dos mares morreram de fome.

Pesquisadores chegaram a essa conclusão identificando quem eram as suas presas preferidas. Para isso, analisaram fósseis de pequenas espécies de baleias e pinípedes (mamíferos aquáticos da família das focas e leões-marinhos) que haviam sido mordidos e provavelmente devorados por esses gigantescos predadores marinhos. Só sobraram alguns ossinhos para contar a história...

As presas dos megalodons eram preferencialmente as baleias de pequeno porte ou anãs (como a extinta Piscobalaena nana), e o desaparecimento total dos megatubarões está associado ao desaparecimento de sua presa predileta.

Quem faz essa afirmação é o pesquisador da Universidade de Pisa, Alberto Collareta. Para ele, isso explicaria a extinção repentina desse enorme predador após milhões de anos de supremacia nos mares.

Mas o que teria provocado a extinção das baleias anãs? O resfriamento dos oceanos. Essa mudança alterou a vida nas águas costeiras, onde viviam as baleias anãs, e favoreceu o desenvolvimento de baleias maiores, como a conhecida jubarte. Por mais que os megalodons fossem enormes e tivessem uma mandíbula poderosa, uma jubarte de 30 toneladas e 16 metros de comprimento era grande demais para ele.
O filme Megatubarão, lançado em 2018, deixou a galera de cabelo em pé. Será que as profundezas oceânicas abrigam seres que pensamos estar extintos?
Reconstrução de um megalodon e sua arcada em escala real. Museo de la Evolución de Puebla, no México.

O megalodon frequentava águas brasileiras?

Um dado curioso sobre o megatubarão é que ele não frequentava a nossa costa. De acordo com Catalina Pimiento, PhD em biociências pela Swansea University, no Reino Unido, a distribuição do megalodon era global. Ocorrências fósseis foram encontradas nos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico.

As costas europeias, americanas e asiáticas eram frequentadas por ele, e até nos mares argentinos foram encontrados vestígios da passagem do megatubarão. Um dos poucos lugares do mundo onde não foi encontrado nenhum indício do extinto megalodon foi o Brasil.

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Fotos: Divulgação

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